sábado, 19 de abril de 2014

Um provérbio japonês diz que A FELICIDADE GOSTA DE ENTRAR NUMA CASA ONDE REINA O BOM HUMOR... Hora de sorrir nublado pro sol nascer... Tá valendo... E tem a ver com o texto abaixo...
O AMOR É QUANDO A GENTE MORA UM NO OUTRO... MARIO QUINTANA...
A Magia da Poesia - Mario Quintana ... Degusta feito prato de comida colorida... E por falar nisso acabei de ver com atraso o premiadíssimo ESTÔMAGO. O filme narra a saga de um retirante e sobrevivência na capital com inusitado desfecho e trilha... Roteiro impecável e muito bem amarrado...Tudo simples e generoso...
NADA VALE A PENA, A NAO SER SABER O QUANTO É SUAVE SABER QUE NADA VALE A PENA (FERNANDO PESSOA)
ACHO INTERESSANTE FALAR SOBRE A ORIGEM DAS PALAVRAS E SUAS FORMAS E POSSIBILIDADES... DESCOBRIMOS EXEMPLOS DA LÍNGUA CONTADA QUE PERDURAM MUITOS SÉCULOS. LI QUE "ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA" TEM REGISTROS QUE ANTECEDEM SÉCULOS O NASCIMENTO DE CRISTO... E O TERMO "FERRAR" SURGE A PARTIR DO ATO DE SE COLOCAR A FERRADURA NAS PATAS DO CAVALO. EU XINGAVA PROFESSOR QUANDO MOLEQUE... TALVEZ EXPLORAR ESSA MONTANHA DE PALAVRAS E VER COM QUANTAS FRASES SE FAZ UM BARCO DE TEXTO P A IDÉIA NAVEGAR SEJA UMA BOA...
O TERMO ELEFANTE BRANCO SURGIU PARA "DESIGNAR GRANDES EMPRESAS ESTATAIS DEFICITÁRIAS" E A ORIGEM SE DEU NO ANTIGO REINO DE SIAO (POR FAVOR COLOQUEACENTO), ATUAL TAILÂNDIA... O ANIMAL ERA SAGRADO SEM SERVENTIA PARA O TRABALHO E COMO ERA PRESENTE DE REI NINGUÉM OUSARIA VENDER. RECUSÁ-LO TAMBÉM TRARIA MAL AGOURO. ENTAO (!) RESTAVA AMAR, AGRADECER A DÁDIVA E CUIDAR DA CRIATURA E SÓ... O FALECIDO EX-PRESIDENTE MILITAR J.FIGUEIREDO DIZEM, INAUGUROU O TERMO NA POLÍTICA PARA QUEIXAR-SE CERTA VEZ DOS GASTOS EXCESSIVOS... DE UMA ESTATAL? DE JEITO NENHUM... FALAVA SOBRE SEU SÍTIO, UM ELEF...

sexta-feira, 18 de abril de 2014


... VOCÊ esta de saco cheio numa SEXTA... Procura atrás das idéias um pouco de perfume e cores... Encontra o antídoto aí dentro... E faz valer mais um dia de presente... Com certeza você merece... E todo mundo ao redor...
Tudo o que as pessoas fazem socialmente... em bandos, torna-se um evento. O cérebro registra assim. Tudo aquilo que é previamente combinado quase sempre vira... Festa! No entanto coletivamente vivemos e nos transportamos todos os dias... E concorremos a um espaço num coletivo lotado ou na fila... Parecem as duas faces de uma moeda que distancia grupos idênticos mediante atitudes... Ou comportamento... E daí que considerar um bom livro e praticar alegria soa mais interessante que paciência... Mais humano também...

"... Por exemplo, se olharmos para as palavras... É possível interpretar seu significado de várias formas diferentes, incluindo as que se seguem: um arranjo de traços e espaços. Um grupo de letras. Um só nome. Uma referência a uma pessoa específica que conhecemos... Ou que não conhecemos... O interessante é que nenhuma das interpretações invalida qualquer uma das outras. Elas representam níveis diferentes de significado com base no contexto, que, por sua vez, se fundamenta amplamente na experiência". Sobre Yongey Mingyur Rinpoche

O sentido da festa de Páscoa... Não é de chocolate mas acompanha perfeitamente bem... Justifica, sabe! Cheio de cor, explica o significado de toda esta movimentação. Não somente um feriado, mas um significado!

O SOL: descolorava o poente e o nascer seguinte. Sucessivamente, dia após dia. Por vezes sangrava de tal forma a paisagem que a pele rubra de padre implorava terra molhada. E tudo. Absolutamente tudo, nessa hora, respondia ao único astro que poderia colorir. E este, por sua vez, somente enxergava um sorriso vertical que parecia vela içada esperando o vento. Ou a calma que não possuía...


Segue a paisagem quente e acha um sopro de vento. Ar refrigerado, ventilador, brisa de janela... Agredece cada raio e percebe a luz que te cuida silenciosa. Depois por alguns minutos procura não pertencer a lugar nenhum... Porque todos os lugares... São lugar nenhum... E lá dentro da escuridão dos olhos fechados, uma constelação inteira se movimenta. Respira lentamente; de todas as formas possíveis. Alternando narinas, estufando peito e barriga volta a perceber o movimento... yoga... Registros revelam que a prática existe a aproximadamente cinco mil anos... Salve Coaracy e Cia...
Siga o blog...
A vaga no centro te pertence... Feche os olhos e vá embora... Minutos de sonho acordado recomendam as horas do dia seguinte... E nada é tão longe quanto parece...


OLHAMOS PEQUENOS CHINESES... QUE NOS VEEM MENORES E INSANOS... VENERAM SÁBIOS COMO DEUSES... SÃO CHINESES HÁ VINTE MIL ANOS.

para D. Chi
Envelhecimento // Às vezes acho q o ser - humano envelhece para aprender a ver a vida de forma mais simples. E dimensionar pequenos movimentos ao redor, ou mesmo nas próprias juntas. Decidi que queria ser goleiro; aprender a cair para levantar. Em nome do exercício psíquico de existir, não somente moldar. Ou mesmo a glória passageira do inter-rompimento de um ataque alheio. Um subconsciente clamando na marra para aprender. A derradeira possibilidade... O impedimento de toda uma costura de ataque, que caminhou na paralela da linha de cal, pé a pé, num toque quase perfeito... Quase... Havia o último de todos. O único a pôr as mãos na bola, a divindade maior daquele momento, quase religioso. O goleiro!  O preço que hei de pagar? Eu sei! Dores que prevêem a meteorologia que com certeza valerão cada segundo de memória e histórias para contar. É tão maravilhoso ver a rede balançar!? Perguntavam. Porque, ventania refresca!... Imagino ser esta a ótica do arqueiro. Por isso mesmo tento repetir. O cerne, a essência. O entretenimento em se buscar a raiz, onde tudo caminha para outro começo. Naquela hora, unicamente ali me esqueço do resto, e da vida inteira... Voando feito passarinho velho... Continuando a vida e desdenhando dela. E meu primo irmão por toda história, com sua caixa torácica dimensionada e pernas de cabrito, é o beque. O penúltimo capítulo antes do contra golpe. O último soldado. Pensamos assim! Tudo certo se o gol for um movimento inevitável. Demos o melhor de todo tempo corrido. Mas não há limites naquele momento! O corpo quente embebeda os neurônios que por hora e meia pensa ter novamente vinte anos. No dia seguinte todo mundo roxo, quebrado... Feliz.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A chuva q cai não foi suficiente para suar meus dias angustiados. Ou derreter minha existência de sabonete. Ou deformar desordens. Compor assuntos. Massacrar idéias maceradas por pontos de interrogação. Adormeci numa noite fria e acordei num dia ensolarado de outro frio; Atônito, alucinado; com olho de metal e sonho pesado, com imagens do garimpo de um noticiário nacional. Agora sobre o mercúrio, resta outro frasco. Esquecido sem validade, no fundo de um armário feio. No rótulo amarelado e descascado lia-se mal: mercúrio...
Cromo... E pensava sobre...







CORDEL
L Aos apreciadores da literatura de cordel segue as principais fontes sobre o estilo. No Rio de Janeiro a Livraria Graúna, na feira de são Cristóvão. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel em Santa Teresa e a Fundação Casa de Rui Barbosa. Em Pernambuco a Feira Popular de Caruaru e na Paraíba o Espaço Cultural de João Pessoa.





As coisas às vezes parecem estar fora do lugar, mas não estão. Creio nisso... Porque se tudo ao redor é pouco importante ou de diminuido significado é na própria raiz que essa verdade se comprova... Explico que se nada em volta tem real poder de transformar ou gerar reações ou mesmo desfazer... Então não importa...













Porque necessariamente preciso todo tempo “portar” palavras bonitas? Destilar gentileza onda só bóia merda... Carregamos todos, tal compartimento! É inerente a raça humana e sua existência vã. Porque num planeta onde faltam grãos, como classificar a continuação da vida e suas curvas e retas distantes e quilômetros que ficam pelo caminho... Acordei com um azedume tosco e notícias de futebol do noticiário culminando com a tumultuada eleição seguida de muita pancadaria. Ninguém será dono plenamente da terra onde Cristo fez estada, pisou ladeira e falou de Deus... Dá mesma forma é inconcebível criticar as razões do PQ ter acordado virado e por isso vou falar uns palavrões por aí... Alguma sugestão será bem-vinda... Manda o tel...



O Mímico parte 6 // E a vida aos poucos tomava seu rumo. Para ele, é claro! Iam os meses e suas previsibilidades... Vez por outra ainda exercitava sua capacidade de comunicação muda confabulando silencioso com o espelho da sala. Os dias eram quentes, as noites nem tanto... Sonhava acordado poder voltar a Paris... A nobre arte do palhaço mudo... Mas era o cirurgião do lugar! Quase um cargo político. Por vezes interferiu com destreza em pendengas da prefeitura e falação de partidários. Achava o ó! Era de uma paz branca, melancólica... Falava manso, compassado, articulando o menos que pudesse... Era importante não transparecer seus conhecimentos que nada tinham a ver com a profissão... Uma mão única de sobrevivência. Tudo era muito calmo levantando poeira de lugar sem asfalto. Simples assim! Já havia dito: muitos problemas respiratórios, algumas poucas cirurgias de apêndice e outras ocasionais extrações. Muita orientação e conversa fiada para o tempo não passar despercebido. Enquanto isso a única estação de rádio anunciava a meteorologia... Chuva!... Muita água de nuvem seguia em direção aos montes. Assim chamavam os que acordavam com a paisagem de arenito do outro lado da margem turva... Uma cidade pequena, um hospital menor ainda, um rio que corre e uma tempestade em movimento... E ainda assim pensava em Paris... // continua

Ando pensando que já nasci velho, ou não vou crescer nunca. Sentirei o reumatismo dos meses, mas compassar a criança e o senhor... Porque na China, por exemplo, depois de sessenta e cinco anos todo homem é um sábio. E senhor! Sabe-se lá do que? Do tempo! Responderia... E outro dado que acrescenta a narrativa é que são bilhões a compartilhar a mesma idéia. E se a voz do povo... Ou melhor, de um povo...
... Desabafos clássicos do tipo: para onde vou? O que será? Minhas escolhas? Em primeiro lugar interessante seria perceber que antes de ir o cara já está! E melhorar o contorno é suficiente para se fazer perceber outras idéias. Depois, antes de ser já é, não?! Bonito eh perceber o que existe por trás do caos! É o passo inicial para mudar o compasso. E eu sei que trabalho tem mas dinheiro não; relax... Pode ter certeza que disso eu sei! E sobre decisões, se não são acertadas ensinam pacas. Se acontecerem dentro do planejado é porque deram certo e a questão é arrumar coragem para se perceber... As outras indecisões.
E por vezes me pergunto a que lugar pertenço? Não me isento do fato de que a princípio possa, ou melhor, esteja mesmo falando de mim... No entanto, tudo leva a crer, que em algum momento grande, até disso... Nos perdemos. Um mínimo de consciência. Acabamos por fim redirecionando o leme para outros cantos... Talvez o comportamento coletivo, social, ou a busca da sagrada epopéia cívica: casa, família, trabalho (ou renda!). É! Passamos à vida crendo em artifícios divinos sem quase sempre pensar e respeitar o próximo... E a nós mesmos... // É claro que em algum lugar chove novamente. Agora praticamente todos os dias! Se lembra de Blade Runner? E da teoria de Gaya; a esfera lavando a terra e cuspindo engravatados, mulambentos, analfabetos e doutores cheios de dentes. O mesmo ponto! Ou o fim dele! Tudo sobre o mesmo plano espacial. Endereço? Confins do mundo, rua primeira de todas que é a minha... Porque somos de uma natureza egoísta mesmo... Gostaria de ser vários e estar simultaneamente em todos os lugares para gritar, rugir, ou permanecer em movimentos cadenciados, carregando sacos e reunindo roupas. Esforço humano... Ou humanização... Amanhã também poderei estar nadando em esgoto e talvez alguém que seja muitos ao mesmo tempo possa me ajudar...Torno a repetir... A razão maior dos nossos dias não seria desprender mais tempo e focar as necessidades alheias?... Quando distribuírem as possibilidades... Muita coisa há de mudar...

quarta-feira, 16 de abril de 2014



...Mas a falta de critério é gritante! Como demoram os minutos, não! O acaso? Perdeu-se prisioneiro nas pistas. É isso! Uma foto na internet dá um banho num luar do sertão ou a beira da lagoa... E assim é o Rio da cidade maravilhosa, com suas mais (bem mais) de mil favelas re-gis-tra-das. Imagina a realidade disso tudo. Aquela que o IBGE não alcança. Um abraço! Continue piscando com ares de senhor feudal, vai... No bom Português. No embasamento demográfico que nos cabe agora porque nem sempre foi assim. Enquanto cidadão carioca e brasileiro cuida da favela que te cabe, malandro. A maioria define o meio... Quase sempre!
IOGURTE // Excessivamente consumido em todo oriente médio. Muitos cientistas atribuem a estamina a longevidade daqueles povos; além do fato de serem praticamente imunes a problemas estomacais. Vale ressaltar, no entanto, tratar-se das comunidades mais pobres do mundo. Junto à África, talvez. Seria uma insensatez dizer que a fome não é um problema naquele país... Mas disso já sabemos, e a riqueza cultural milenar, já se adaptara há tempos. Isso! Isso sim nos interessa...
Contam que o poderoso Genghis Kham viveu a base de iogurte durante longas jornadas através da Mongólia e do império Persa, quando havia escassez de alimentos para seus soldados.


HISTÓRIAS DA PÉRSIA

O céu está aos pés da mãe (proverbio persa)

...Dos anos de Teerã e toda terra viajada, com orgulho dúbio, nacional, dizia; amo aquele lugar, com lágrimas daqui... Minha terra e mitologia andam naqueles desertos... Apaixonara-se por um homem ou por um país, perguntei. Não sei; respondia com os olhos de longe...

(Cultura Persa) Talvez... Pouco houvesse a creditar as narrativas deste porte, fosse quando pudesse. Perguntar-se-á o leigo. E daí? Adianto-me, caríssimo público. Um fato difere. Único; quase, um noticiário...
Corta; entram os megafones: Digam que uma mulher, proveniente da sociedade latino-americana, neta de europeus poloneses, de olhos azuis turquesa e pela alva, ama um país trancado, dividido, másculo e milenar. Farto, de uma herança arqueológica que explica uma brutal tolerância aos costumes, e a generosidade que só a (há?) história condiz... Ou conduz... Depois, faça uma pausa e diga que é o... Irã. E foram quase quinze anos passados. Desprezar a cultura persa, e o que até hoje perdura exatamente como em outras épocas de longe. E uma mulher que ama dunas e mar.  E o conhecimento de toda causa e idioma. E tradições, ou; traduções (?). Parece aos olhos de um escritor-jornalista que naufragar numa tempestade de areia (!) seria não içar a possibilidade desse conhecimento? E principalmente, contribuir para desfazer mitos e citar seus verdadeiros tons.
Quantas são as cores e variações; de vermelho, verde esmeralda, azul turquesa... Um país não se faz de homens bombas senhores!... Essa frase já foi dita e na sequência um pouco da históriaPersa... Parte de onde tudo começou... Ao barco que poderia movimentar uma cultura específica, milenar; sejamos o remo. Que todos sejam bem-vindos a este universo... Contado através do amor de uma mulher, e do orgulho de ter sido parte da história daquele lugar.

O Açúcar
... Comprado em formato cônico tinha trinta centímetros de altura aproximadamente e uma base redonda de quinze. Antes de partir com arte cada pedaço doce, era imprescindível que um cozinheiro, homem, quebrasse em nacos menores, com uma machadinha e um martelo. Fundamental que coubessem nas mãos o que somente depois Nanê diminuiria em pedacinhos menores ainda cortados com o auxilio de um pequeno alicate próprio para a função; Tinham que ser quase que milimetricamente perfeitos... Durante muitos dias. Muitos... Depois, coloca-se na boca, para regar com chá, e derretê-lo. Diz que o cubo adocicado, dimensionado aos cálculos da história, só deve acabar ao término da bebida; daí ser tão importante o tamanho de cada pequena peça doce de açúcar. E aquela senhora sabia da ordem, e da paciência...

“... Amo as rosas, o perfume, e as cores, dizia. Só entende, quem ali respira... Respondi que não imaginava rosas e aridez”...

(Cultura Persa) A Senhora das Ervas

... Sua função era varrer e limpar as ervas, que seriam usadas; e manuseadas para as refeições. Praticamente fazia isso todos os dias. Eram horas para limpar adequadamente cada tipo... Sobre sua idade, nem ela mesmo sabia. Respondia pelo nome simples de Nanê. Dizia ter visto a troca de cinco reis. Calculava-se sua idade em mais de cem anos. Só na família somavam cinqüenta deles. Mas ali o tempo é outro, e suas considerações também. Cuidara dos quatro filhos da primeira esposa e dos quatro, da segunda...E o verbo empregado naquele lugar tinha o peso do conhecimento, da cultura falada, repassada; dos mais velhos aqueles que a carregarão; como toda tribo, toda reminiscência, que não foi corroída. Só entende isso país de história velha... Achava que ela dizia isso...Durante todos aqueles anos, não havia aprendido o farsi, que é o idioma oficial do Irã. Quando chegara a capital com a família, era analfabeta. Nascera possivelmente em Tabriz, ao norte; fronteira com a Turquia. Não sabia das letras. A comunicação mesclava o dialeto à língua e gestos; E era assim que organizava a casa...


(Cultura Persa) ...

Ah! Pudessem ver a alameda principal que converge ao centro de Shiraz. Do canteiro central, as laterais, somente rosas. De toda espécie e cores. Difícil imaginar tamanha grandeza... Por quem passa a impressão é de retorno! Parece uma dimensão circundando a esfera e a terra com seus grãos de pedra, e pétalas por fim, escolhidas... A sensação é que num país trancafiado, o grande espírito reservou tal privilégio a quem merecer... E principalmente, um orgulho do oriente médio em pertencer aquele lugar...


(cultura persa) Frutinhas
... Quando chegasse o outono...Cerejas doces e azedas, marmelo, romã... As cascas por vezes também tinham sua função. A da laranja, por exemplo... O intuito era a maior colheita de tudo para o preparo das geléias que seriam consumidas no inverno, ou em uma das muitas receitas de arroz.

(CULTURA PERSA) Pão e Queijo de Cabra

Durante as refeições acompanhava o pão iraniano e queijo de cabra. Numa mesa posta, tradicional, este ritual define a família e há milênios é repetido, até hoje, da mesma forma...


(CULTURA PERSA) Tâmaras

... Vinham em cachos ainda amarelas. Eram penduradas próximo à porta de entrada da cozinha para amadurecer... Proveniente de uma espécie de palmeira, os frutos levavam semanas para madurar, e durante o inverno, substituiriam o açúcar durante o chá.


( CULTURA PERSA) As ROSAS de Shiraz

...Registros revelam tratar-se de uma das mais antigas flores conhecidas pelo homem. Reza a lenda, trazida de Vênus para este planeta, tendo sido a Pérsia seu berço de fé. Pelo aroma, aparente realeza, e principalmente; para rechear o colchão do sultão... E ornamentar o sabor da culinária. Frequentemente é usada para temperar. Num dos muitos pratos tradicionais, a sopa fria, preparada a base de iogurte e pétalas, é considerado uma das iguarias ao passar do verão... E como seriam as estações...? Raramente adornavam ambientes, descansando em vasos; a exceção de ocasiões muito especiais, como casamentos... Eram despetaladas as rosas vermelhas com muito cuidado e destreza e colocadas num outro pano de algodão puro para secar... Depois, maceradas até se tornarem quase pó. Todo o ritual era praticado por pessoas que possuíam o dom daquilo que em farsi, significaria “saber fazer”; ou não serviriam para o que se destinavam... Por fim, eram guardados em frascos transparentes e hermeticamente fechados, para não perderem o aroma... E era de extrema sofisticação a utilização das rosas na gastronomia...